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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

oláa


 foto by Sergio Ricardo/08

Tomando a decisão e realmente querendo, os próprios pés o conduzem para a realização!!!
Fonte: "Talmude babilónico"
Autor: Textos Judaicos

ainda tenho essa semana e a outra de provas, até dia 2 terei muitos compromissos,
mas logo retorno,saudade de visitar todos vcs!!


"A vida é de fato escuridão...
Exceto lá onde houver impulsos.
E todo o impulso é cego...
Exceto onde houver sabedoria.
E toda a sabedoria é vã...
Exceto onde há trabalho.
E todo o trabalho é vazio...
Exceto onde há amor.
E quando vc trabalha com amor...
vc se liga com você mesmo...
com outro...e com Deus"!!
(Kalil Gilbran)


bj na alma, visitem meus blogs!!

domingo, 15 de novembro de 2009

para rir(clique e va no outro blog)

Sfot Poc ( L.F.Veríssimo)

Chamava-se Odacir e desde pequeno, desde que começara a falar, demonstrara uma estranha peculiaridade. Odacir falava como se escreve. Sua primeira palavra não foi apenas "Gugu". Foi:
- Gu, hífen, gu...
Os pais se entreolharam, atônitos. O menino era um fenômeno. O pediatra não pôde explicar o que era aquilo. Apenas levantou uma dúvida.
- Não tenho certeza que "gugu" se escreve com hífen. Acho que é uma palavra só, como todas as expressões desse tipo. "Dadá", etc.
- Da, hífen, dá - disse o bebê, como que para liquidar com todas as dúvidas.
Um dia, a mão veio correndo. Ouvira, do berço, o Odacir chamando:
- Mama sfot poc.
E, quando ela chegou perto:
- Mama sfotoim poc.
Só depois de muito tempo os pais se deram conta. "Sfot Poc" era ponto de exclamação e "sfotoim poc", ponto de interrogação.
Na escola, tentaram corrigir o menino.
- Odacir !
- Presente sfot poc.
- Vá para a sala da diretora!
- Mas o que foi que eu fiz sfotoim poc.
Com o tempo e as leituras, Odacir foi enriquecendo seu repertório de sons. Quando citava um trecho literário, começava e terminava a citaçao com "spt, spt". Eram as aspas. Aliás, não dizia nada sem antes prefaciar um "zit". Era o travessão. Foi para a sua primeira namorada que ele disse certa vez, maravilhado com a própria descoberta:
- Zit Marilda plic (vírgula) você já se deu conta que a gente sempre fala diálogo sfotoim poc.
- O quê?
- Zit nós sfot poc. Tudo que a gente diz é diálogo sfot poc.
- Olhe, Odacir. Você tem que parar de falar desse jeito. Eu gosto de você, mas o pessoal fala que você é meio biruta.
- Zit spt spt biruta spt spt sfotoim poc.
- Viu só? Você não pára de fazer esse ruídos. E ainda por cima, quando diz "sfotoim", cospe no meu olho.
O namoro acabou. Odacir aceitou o fato filosoficamente, aproveitando para citar o poeta.
- Zit spt spt. Que seja eterno enquanto dure poc poc poc spt spt.
Poc poc poc eram as reticências.
Odacir era fascinado por palavras. Tornou-se o orador da turma e até hoje o seu discurso de formatura (em Letras) é lembrado na faculdade. Como os colegas conheciam os hábitos de Odacir mas os pais e os convidados não, cada novo som do Odacir era interpretado, aos cochichos, na platéia:
- Zit meus senhores e minhas senhoras poc poc.
- Poc, poc?
- Dois pontos.
- Que rapaz estranho...
- A senhora ainda não viu nada...
Quando lia um texto mais extenso, Odacir acompanhava a leitura com o corpo. As pessoas viam, literalmente, o Odacir mudar de parágrafo.
- Mas ele parece que está diminuindo de tamanho!
- Não, não. É que a cada novo parágrafo ele se abaixa um pouco.
Quando chegava ao fim de uma folha, Odacir estava quase no chão. Levantava-se para começar a ler a folha seguinte.
- Colegas sfot poc Mestres sfot poc Pais sfot poc. No limiar de uma era de grandes transformações sociais plic o que nós plic formando em Letras plic podemos oferecer ao mundo sfotoim poc.
A grande realização de Odacir foi o trema. Para interpretar o trema, Odacir não queria usar poc, poc, que podia ser confundido com dois pontos. Poc plic era ponto e vírgula. Um spt só era apóstrofe. Como seria trema? Odacir inventou um estalo de língua, algo como tlc, tlc. Difícil de fazer e até perigoso. Ainda bem que tinha poucas oportunidades de usar o trema.

Odacir, apesar de formado em Letras, acabou indo trabalhar no escritório de contabilidade do pai. Levava uma vida normal. Lia muito e sua conversa era entrecortada de spt, spts, citações dos seus autores favoritos. Mesmo assim casou - na cerimônia, quando Odacir disse "Aceito sfot poc", o padre foi visto discretamente enxugando um olho - e teve um filho. E qual não foi o seu horror ao ouvir o primeiro som produzido pelo recém-nascido:
- Zzzwwwwuauwwwuauzzz!
- Zit o que é isso sfotoim e sfot poc?
- Parece - disse a mulher, atônita - o som de uma guitarra elétrica.
O filho de Odacir, desde o berço, fazia a sua própria trilha sonora. Para a tristeza do pai, produzia até efeitos especiais, como câmara de eco. Cresceu sem dizer uma palavra. Até hoje anda por dentro de casa reverberando como um sintetizador eletrônico. É normal e feliz, mas o único som mais ou menos inteligível - pelo menos para seus pais - que faz é "tump tump", imitando o contrabaixo elétrico.
- Zit meu filho poc poc poc. Meu próprio filho poc poc poc. - diz Odacir.
Poc, poc, poc.


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

MULHER DE FASES...(visite meu outros blog)

Como toda mulher de fases, tenho minhas idas e vindas...
normalmente sou bem humorada, um pouco sarcástica, assumo, porém, sincera e leal.

Quero falar um pouco do universo feminino...ultimamente, ando meio decepcionada com
a mentalidade de muitas "gatas" que se acham a "última bolacha do pacote", pobres imbecis,
que não percebem o mico que pagam... adoram se esconder por trás de uma mentira que elas
criam e acreditam, vendem a imagem de grandiosas, inatingíveis, tudo para que os "machos" de plantão
morram por elas, muitas vezes, ficam escondidas por detrás de uma tela ridícula de um pc, jogando seu charme decorado e barato...muitas vezes até rindo do que fazem...

tenho pena dos homens que se interessam por essas pistoleiras, sei que também existem muitos homens que criam uma imagem falsa para atrair as mulheres carentes...

Mulherada, vamos acordar pra vida!!vamos ser mais carne e osso e parar com essa frescura de ser deusa,
vamos ser a mulher que não tem vergonha de ser quem é e não precisa de máscaras para viver...
-ou será que ela é tão semvergonha que nem saiba  o que é ser natural, ser autêntica...

assim como o números de idosos nesse país está aumentando rapidamente (tema do meu tcc)
o número de pilantras femininas  também...ao menos os idosos, merecem respeito,
já os pilantras e as pilantras, o meu desprezo...

Ser mulher é maravilhoso, mas falo a mulher de verdade, a que busca os ideais e não esmorece
mulher que sofre mas tem garra e determinação, não precisa de um computador para vender sua imagem
hipócrita e vazia...o que mais vejo nesse mundo virtual , sem querer ofender os meus blogamigos maravilhosos, digo de certos blogs que infelizmente me deparei, e que me decepcionam...
ser mulher é mais do que fingir, mais do que provocar, insinuar, ir quase nua em lugares inapropriados...
ser mulher é vestir a roupa da coragem e da vontade de ser mulher de verdade!

*****************mulher de fases é isso, quando acorda "com a pá virada", sai de perto***************

bjs a todos!!!visitem meus blogs!!!aos poucos voltarei...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

dar não é fazer amor(meu outro blog clique aqui)


Dar não é fazer amor -Luís Fernando Veríssimo



Dar é dar.
Fazer amor é lindo,
é sublime,
é encantador,
é esplêndido,
mas dar é bom pra cacete.

Dar é aquela coisa
que alguém te puxa os cabelos da nuca,
te chama de nomes que eu não escreveria,
não te vira com delicadeza,
não sente vergonha de ritmos animais.

Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.

Dar sem querer casar,
sem querer apresentar pra mãe,
sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.

Dar porque
o cara te esquenta a coluna vertebral,
te amolece o gingado, te molha o instinto.

Dar porque
a vida de uma publicitária em começo de carreira
é estressante, e dar relaxa.

Dar porque
se você não der para ele hoje,
vai dar amanhã, ou depois de amanhã.

Dar sem esperar ouvir promessas,
sem esperar ouvir carinhos,
sem esperar ouvir futuro.

Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para as mais desavisadas, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazia.

Dar é não ganhar.
É não ganhar
um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro
quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar,
para apresentar pra mãe,
pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que cê acha amor?".

Dar é inevitável,
dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda,
muito mais do que qualquer coisa,
uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa,
cura o mau humor,
ameniza todas as crises e faz você flutuar
o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua.

Se você for chata, suas amigas perdoam.
Se você for brava, suas amigas perdoam.
Até se você for magra, as suas amigas perdoam.
Mas... experimente ser amada."

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