
Não quero servir de autoajuda para ninguém, até porque tem muitas pessoas que detestam essas coisas...
Mas aprendi uma coisa nessa minha vidinha, que temos a mania de antecipar os problemas...
Todos temos problemas, mas temos também, medos absurdos, e quando pensamos nos problemas,
a impressão é que vem de forma gigante nos pegando por todos os lados, nos engolindo mesmo...
A melhor coisa a fazer é respirar, fazer uma mentalização positiva e deixar rolar, porque tem coisas que fogem
de nosso alcance, basta confiarmos, Deus, Força Superior, Seres de Luz, Anjos, etc, estão por aí para nos inspirar...
Quando é algo que depende de sua ação, de uma resolução sua, de sua iniciativa, peça inspiração ao Universo e seja firme e determinado...já passei por situações em que ficava histérica, sem ação, cabeça doendo, insônia, mas quando joguei para o universo e admiti que tem certas coisas que só exigem a mente tranquila, percebi que o gigante que queria me engolir, virou fumaça, que quando confiamos na força cósmica de Deus, tudo se encaminha, é incrível, mas é fato...
Então, se você estiver preocupada com algo, com dívida, com coisas que fogem do seu alcance, confie e mude sua vibração mental, que a oportunidade correta virá ao seu encontro...
Bjoo na alma!!!
Ô lindona, aqui sempre se faz uma reflexão o que eu adoro.Aquele que é calmo e tranquilo é aquele que toma as decisões certas. Quando nos deparamos com uma situação realmente desafiadora é natural achar que é difícil manter a calma. Ficar tenso e sentir-se pressionado durante situações negativas faz parte da natureza da mente humana. Mas aquele que se volta para dentro e encontra a calma interior consegue ter clareza no pensamento e toma as decisões corretas.
ResponderExcluirUm super fds de muita paz
beijos
Elane, não sou professor ou psicólogo. Se não se importar escrevo para seu email ou o do Sérgio e conto os pormenores.
ResponderExcluirEntão, sua avó é de Ilhéus! Vc é quase conterrânea, tem sangue baiano nas veias, beleza! Ah que porreta o Aldo Rabelo (admiro muito) o Djavan e o Paulo Gracindo nem se fala!
O Sibarita
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirJoão Palafitas
ResponderExcluir(Em memória)
Para o povo das palafitas, em especial,
Dona Gilda, Dona Joana Rezadeira
e Tonho de Zene.
Acordou, escovou
os dentes com carvão,
olhou a mesa, pratos vazios...
Ruminou com os olhos a fome!
Abriu a janela, viu
um sol nascente mirrado,
mas, que enche bocas vazias
dependurado nos caibros...
Rogou aos céus!
Passou pó de pemba no peito,
colocou o patuá no pescoço,
fechou o corpo!
Apanhou o velho gereré,
chamou por Ogum de Ronda
e desceu para a maré.
Foi mariscar...
Papa-fumo, chumbinho
canivete, rala-coco, siris,
caranguejos e aratus magros.
Não acreditou!
Passou as mãos nos olhos,
viu a fonte do seu alimento,
sem ao menos lhe darem
outro meio de sustento
aterrada pelo lixo
da noite para o dia!
Chorou nas mãos
toda a sua agonia...
Enquanto,
ratos, baratas e urubus
faziam a festa, sorriam!
Ainda restava
um pinico de maré.
Não pensou duas vezes:
no gereré rasgado
deu algum nó
e pescou magros baiacus.
Tinha ali o seu pôr-do-sol!
Subiu as pontes,
passou no balança mais não cai,
cacete-armado de Tonho de Zene,
onde, o sofrimento ali se esvai,
pediu uma e deu para os santos,
depois, tomou três poca-olho.
Saiu mambembe,
revirando os olhos, zarolho...
Chegou ao barraco e sem tirar as tripas,
feliz, jogou na panela os baiacus!
Danação de fome... Aferventados,
encheu o prato, agradecido,
fez o sinal da cruz!
Chamou para dentro o alimento,
enganou ali todo o sofrimento...
Deitou, dormiu por breve momento,
sonhou com uma vida melhor,
com a primeira namorada,
como seriam os filhos ali
sem escolas, sem horizontes,
só lixos, ratos e baratas por todos os cantos
e nenhuma felicidade por encanto!
Valei-o Senhor do Bonfim!
Bateu escuridão! Acordou,
com o serviço de alto falantes
São Lázaro tocando: “Eu não
tenho onde morar...”
Deu caruara, guenzo
correu para o pinico,
o corpo trêmulo, suava!
Ainda tomou um chá de velame
para rebater o veneno dos baiacus
que lhes tinham saciado a fome.
Deu vexame!
Colocaram o corpo moribundo
no carrinho de mão,
correram pelas pontes
Santo Antonio e Copacabana
em busca de socorro.
Chamaram Dona Joana rezadeira,
ela, com três galhos de guiné
e um dente de alho macho
rezou o corpo de João
pensando que era mal olhado...
Tarde demais!
João, ainda, semi-inconsciente,
pensou em Gilda sua namorada,
no terreiro de Candomblé, era corujebó,
na roda de capoeira, nos pais,
nos amigos de infância,
no ano novo chegando,
na mesa farta que nunca teve
e em uma vida melhor com esperança.
Deu o último suspiro,
ficou tudo na lembrança...
Luz de presságios acesa numa vela
que lhe serviu de consolação
João Palafitas, em fim, bateu biela!
Colocam a candeia em suas mãos
cumpriu-se, então, o seu destino
a maré lhe fez a extrema-unção...
Nas rodas de capoeiras
o luto dos berimbaus.
Nos terreiros,
o silêncio dos atabaques!
Nos barracos pendurados
uma maré cinza nos olhares...
A morte não lhe revelou a vida sonhada,
nem a felicidade num mundo desigual,
retornou assim aquela alma penada
sem eira nem beira a pátria natal...
No azul, trovões num céu urdido
cercado pelo anjo retorcido...
Deus sabe!
O Sibarita